Friday, July 08, 2011
Thursday, July 07, 2011
Miniconto- O GORDO
Tinha trinta anos e media um metro e setenta de altura, pesava a bagatela de cento e vinte quilos. Para todos seus conhecidos, Daniel era uma referência como a padaria da esquina. As piadinhas e perguntas maldosas o fizeram preparar um arsenal de respostas marotas.
-E aí, ainda está enxergando o pinto?
-Enquanto eu estiver vendo o teu rabinho, não me preocupo-respondia ele. Mas como todo ser humano ele foi se cansando das brincadeiras bobas e resolveu encarar um regime muito rígido. Sofrimento diário, um verdadeiro inferno. Quase nada de comida, frutas e exercícios em excesso. Dieta desgraçada, capaz de matar de fome um monge budista. Foi ficando verde de tanto comer capim. Sabia o nome de mais de duzentos chás emagrecedores.Fez um guarda-chuva somente com caixinha de remédios para emagrecer.Mas exagerou e não deu outra: quem carregou o caixão disse que ele pesava quarenta quilos,já contando com o peso do invólucro de madeira.
-E aí, ainda está enxergando o pinto?
-Enquanto eu estiver vendo o teu rabinho, não me preocupo-respondia ele. Mas como todo ser humano ele foi se cansando das brincadeiras bobas e resolveu encarar um regime muito rígido. Sofrimento diário, um verdadeiro inferno. Quase nada de comida, frutas e exercícios em excesso. Dieta desgraçada, capaz de matar de fome um monge budista. Foi ficando verde de tanto comer capim. Sabia o nome de mais de duzentos chás emagrecedores.Fez um guarda-chuva somente com caixinha de remédios para emagrecer.Mas exagerou e não deu outra: quem carregou o caixão disse que ele pesava quarenta quilos,já contando com o peso do invólucro de madeira.
Tuesday, July 05, 2011
Miniconto- O PAPAI SENADOR
O senador Aristeu Pedroso aos sessenta anos se tornou finalmente papai. Gastou uma fortuna com o pré-natal na Europa, mais precisamente em Londres. A jovem esposa teve o melhor tratamento que o dinheiro pôde comprar.Nada faltou para que o rebento viesse ao mundo cheio de saúde.E assim no dia 7 de julho nasceu o menino,belo e saudável. Porém o nobre senador é o único da família que não está contente com o nascimento do filho,muito pelo contrário.O pequeno Raimundo já nasceu falando e escrevendo,além de cantar,caso jamais visto em todo o mundo.Médicos de todo planeta já analisaram o menino especial e dizem que é gênio.O caso só ficou ruim mesmo para o papai, pois o menino nasceu falando mal,imagine, do próprio pai!Ele brada aos quatro cantos: meu pai é um corrupto,meu papai é um fino ladrão!O senador aborrecido mandou esconder o menino.Mas pelo jeito não vai adiantar: O diabinho não sai de casa,mas já está escrevendo um livro sobre as façanhas monetárias do papai e já postou vídeo na internet contando tudo.
Monday, July 04, 2011
Poeminha- O MELHOR DIA PARA MORRER
O menino João morreu nesta tarde de sol.
Ninguém deveria morrer num dia como esse
Em que o céu está todo azul e sorri feliz
Não se importando com quem chora abaixo dele.
Penso que todos deveriam morrer num dia chuvoso.
Não que eu não ame a chuva
Não que a chuva não seja bela
Mas creio que combina melhor
Morte e chuva que
Morte e sol.
Num dia ensolarado sinto que a dor da morte é mais implacável
A saudade chega antes e mais afiada.
Mas quando se misturam gotas de chuva e lágrimas
O coração em pranto sente um certo alívio e renova a esperança
De encontrar a paz.
Ninguém deveria morrer num dia como esse
Em que o céu está todo azul e sorri feliz
Não se importando com quem chora abaixo dele.
Penso que todos deveriam morrer num dia chuvoso.
Não que eu não ame a chuva
Não que a chuva não seja bela
Mas creio que combina melhor
Morte e chuva que
Morte e sol.
Num dia ensolarado sinto que a dor da morte é mais implacável
A saudade chega antes e mais afiada.
Mas quando se misturam gotas de chuva e lágrimas
O coração em pranto sente um certo alívio e renova a esperança
De encontrar a paz.
Miniconto- PERDIDA NA NOITE
Num canto escuro de uma esquina mal-cheirosa, agarrada nos tijolos de um prédio sujo, ela vomitava. Suas pernas manchadas de bexigas roxas demonstravam a falta de cuidado que tinha para consigo. Um homem bêbado passou perto e disse alguns gracejos enquanto ela jogava fora sua existência, encharcada de álcool nas noites da vida. Após o pior passar ela levantou os olhos para o céu e viu a lua olhando para sua carcaça desalinhada. Por um breve momento pensou nos sonhos de menina que o diabólico tempo tratou de pulverizar. Tinha perdido o juízo, a juventude tão gostosa de ser vivida,os amigos verdadeiros; a família que ela mesma deixara para trás. Caminhou alguns quarteirões até seu quartinho acanhado no hotelzinho de quinta categoria.Abriu a porta e sentiu no rosto o cheiro de mofo que dominava o cubículo.Sentou-se na cama e acendeu mais um cigarro, talvez o trigésimo da noite.Tudo à sua volta rodava, os olhos de peixe morto, pálpebras caídas.Após fumar, apagou o venenoso esse deitou sobre o cobertor que já cobrava uma boa lavagem.Apagou.Mais uma noite de trabalho encerrada, mais um dia vivido sem ter alegria no coração.
ARZINHO
Debaixo de frondosa árvore na praça, um velhinho de boca aberta olhava por horas o movimento dos automóveis que por ali circulavam. Pedi se ele estava com algum problema. Não, me disse ele, estou aqui dando um arzinho pros dentes.
O VIDENTE
Mora na vila de Mozara o vidente chamado Kalomeu. O vidente Kalomeu se alimenta uma vez por dia apenas de raízes e folhas caídas; carne não come... Caso não seja picanha e toma somente água da chuva, filtrada no carvão. A pele do rosto é lisa, ausente de rugas, ninguém diz ter ele cem anos já vividos. Com tal idade então começou a namorar Katrilu, moçoila de trinta e seis anos, uma enorme traseiro redondo, algumas pelanquinhas e coxas palpáveis. Nosso vidente faz previsões sombrias sobre o futuro do mundo e o fim de tudo. É muito admirado pelas crianças e velhos, homens e mulheres. Sentado em seu banquinho de madeira, joga para o alto bostinhas secas de cabrito e conforme elas caem no pano branco de algodão, faz suas previsões.Pedimos ao grande sábio que fizesse algumas previsões para nós neste dia ensolarado de vinte de maio de 2009.Na sua leva de bostinhas atiradas conseguiu nos dizer que:
Lula morrerá como nasceu, ou seja, ignorante. M.Jackson jamais voltará a ser negro, embora possa recuperar seu nariz. Silvio Santos viverá ainda mais cem anos e irá enterrar com pompas o Raul Gil. Hebe Camargo e Ana Maria terão seus corpos doados à ciência como prova dos milagres da medicina estética. Galvão Bueno viverá muito,embora muito doente nos últimos anos, após ter levado um choque elétrico ao gritar gol do kaká e engolido no ato metade de um microfone.O estado do Maranhão irá desaparecer dentro de mil anos,mas o clã Sarney continuará governando suas ruínas até a eternidade.Fidel Castro será o comandante da Arca de Fidel,durante o grande dilúvio de 3.003 d.c.O estado do Rio de Janeiro será governado no próximo século pelo PDC –Partido dos Maconheiros-quando as reuniões do secretariado serão embaladas pela fumaça dos baseados.nho.O estádio dos Aflitos do Náutico continuará com seu gramado esburacado até o dia em que não restará nada, apenas buracos, e ele será transformado no Piscinão dos Aflitos.Ricardo Teixeira ainda estará no comando da CBF quando o futebol for jogado com bolas de plástico cor de rosa.Gilberto Gil irá compor com Caetano Veloso e Chico Buarque um trio sertanejo universitário que fará muito sucesso em Cuba.Nosso país será conhecido não mais como o país do carnaval,mas sim como o país dos come e dorme,graças ao programa Bolsa Dorminhoco do governo petista.Hugo Chávez morrerá precocemente ao abrir uma granada pensando ser um refrigerante.Evo Morales ficará muito rico.Viverá por muitos anos nos Alpes Suíços e perecerá ao correr nu e de membro ereto atrás de uma cabritinha pelas encostas geladas do lugar. Mahmoud Ahmadinejad não conseguirá através do ódio levar o Irã a ser uma potência belicista,muito pelo contrário;em 2025 o país tomará o lugar do Brasil e será conhecido como o país das mulatas.
Lula morrerá como nasceu, ou seja, ignorante. M.Jackson jamais voltará a ser negro, embora possa recuperar seu nariz. Silvio Santos viverá ainda mais cem anos e irá enterrar com pompas o Raul Gil. Hebe Camargo e Ana Maria terão seus corpos doados à ciência como prova dos milagres da medicina estética. Galvão Bueno viverá muito,embora muito doente nos últimos anos, após ter levado um choque elétrico ao gritar gol do kaká e engolido no ato metade de um microfone.O estado do Maranhão irá desaparecer dentro de mil anos,mas o clã Sarney continuará governando suas ruínas até a eternidade.Fidel Castro será o comandante da Arca de Fidel,durante o grande dilúvio de 3.003 d.c.O estado do Rio de Janeiro será governado no próximo século pelo PDC –Partido dos Maconheiros-quando as reuniões do secretariado serão embaladas pela fumaça dos baseados.nho.O estádio dos Aflitos do Náutico continuará com seu gramado esburacado até o dia em que não restará nada, apenas buracos, e ele será transformado no Piscinão dos Aflitos.Ricardo Teixeira ainda estará no comando da CBF quando o futebol for jogado com bolas de plástico cor de rosa.Gilberto Gil irá compor com Caetano Veloso e Chico Buarque um trio sertanejo universitário que fará muito sucesso em Cuba.Nosso país será conhecido não mais como o país do carnaval,mas sim como o país dos come e dorme,graças ao programa Bolsa Dorminhoco do governo petista.Hugo Chávez morrerá precocemente ao abrir uma granada pensando ser um refrigerante.Evo Morales ficará muito rico.Viverá por muitos anos nos Alpes Suíços e perecerá ao correr nu e de membro ereto atrás de uma cabritinha pelas encostas geladas do lugar. Mahmoud Ahmadinejad não conseguirá através do ódio levar o Irã a ser uma potência belicista,muito pelo contrário;em 2025 o país tomará o lugar do Brasil e será conhecido como o país das mulatas.
Sunday, July 03, 2011
Miniconto- FUNERAL DO HOMEM EMINENTE
Quando o cortejo entrou no cemitério ele já não estava no caixão. Nele apenas jazia sua pobre carcaça fedorenta.Pairando no ar observava o lamento dos hipócritas,o choro dos aproveitadores de plantão.Verdadeiros e falsos amigos dividiam o peso do esquife,sôfregos e pesarosos.A jovem viúva fazia um enorme esforço para chorar e manter o ar de tristeza no rosto,quando na verdade pensava no saldo bancário e nos inúmeros imóveis do falecido marido.E foi assim que ele sorriu de alegria ao perceber que deles estava finalmente livre.
Poeminha- Minha solução
Quando não me encontro
E fico cheio de desencontros
Vou lá fora no quintal
E fico então de pés descalços
Pisando na boa terra
E dizendo um sorridente bom dia aos vizinhos.
E fico cheio de desencontros
Vou lá fora no quintal
E fico então de pés descalços
Pisando na boa terra
E dizendo um sorridente bom dia aos vizinhos.
Miniconto- INFERNO
Estou no inferno. A cor do céu aqui no inferno é cinza e sopra um vento frio. Os edifícios estão todos em mau estado,caindo aos pedaços.Ruas esburacadas e esgoto a céu aberto fazem das ruas piscinas de moscas.Penetro num barracão abandonado e encontro alguns esqueletos solitários dormindo dentro de fornalhas.Algumas velhas máquinas de tortura estão por ali jogadas,apodrecidas pelo tempo.Quando saio do barracão esbarro num velho capeta sem cor,todo enrugado e molenga.Pergunto onde estão todos os demônios:
-A nova geração acabou de mudar de ramo. O inferno se foi por completo. Com o ser humano é praticamente impossível competir.- Falou isso e saiu chorando desolado.
-A nova geração acabou de mudar de ramo. O inferno se foi por completo. Com o ser humano é praticamente impossível competir.- Falou isso e saiu chorando desolado.
Saturday, July 02, 2011
Miniconto- TRAGO
Procurava um lugar para bebericar de graça, mas já estava bêbado. Entrou então numa capela onde se realizava um velório e aprontou o maior rebuliço.Mesmo sem ouvir música alguma achou que era um baile e foi tirando a viúva para dançar.Não contente ainda foi para cima do defunto derrubando velas e castiçais.Levou uns petelecos e foi atirado num canto.Quando apareceram os homens da Brigada Militar não se conteve e gritou: Viva ! Finalmente o conjunto chegou! Levou mais dois sopapos e acordou somente detrás das grades, já curado do porre. Então de joelhos implorou por perdão pedindo para ser solto.Foi liberado e já na primeira esquina tomou uns goles e aprontou novamente.A boca em que se metera era braba,levou dois tiros e disse adeus ao mundo terreno.Quando percebeu estava no purgatório, acompanhado pelo marido da viúva que tirara para dançar no velório.Apanhou novamente e por castigo recebeu o quarto mais perto do fogo.
Mniconto- UM SANTO NO CÉU
Estou no céu. Os riachos correm límpidos e a brisa que sopra é perfumada. Diversos animais brincam ao meu redor. A grama está sempre verde, cheia de vida. O silêncio só é interrompido pelo cantar dos pássaros. O clima é agradável, nem frio, nem quente. A paz é total.Mas aqui vejo um grande problema: o céu está vazio.
Miniconto- SOMBRA
Ele tinha certa dificuldade em fazer amigos. Para dizer a verdade não tinha nenhuma facilidade em se aproximar de alguém. Para uns era um grande chato, para outros apenas um jovem profundamente melancólico. Algo que Joel não sabia era sorrir, sempre taciturno vivia para si. Naquela cidade não havia por certo pessoa mais solitária e triste, sua única amiga era uma televisão de 20 polegadas que dele não podia fugir. Do trabalho no banco para casa e nada mais. Não tinha empregada em casa nem bichos para cuidar. Pensou num cachorro, mas logo desistiu, não queria ter o trabalho de limpar sua sujeira. Teve sua tragédia pessoal quando sua noiva o trocou por outra. Não reagiu, não lutou nem um pouquinho para sair da tristeza, apenas entrou no baú dos solitários. E foi assim que um dia sua própria sombra resolveu deixá-lo, abandonando um corpo quase já sem vida. E quando o sol mostrava seu brilho e calor, Joel caminhava pelas ruas sem ter sequer a própria sombra por companhia.
Sunday, March 06, 2011
SONHO DE UMA TERÇA-FEIRA GORDA
Eu estava contigo. Os nossos dominós eram negros,
[e negras eram as nossas máscaras.
Íamos, por entre a turba, com solenidade,
Bem conscientes do nosso ar lúgubre
Tão contrastado pelo sentimento de felicidade
Que nos penetrava. Um lento, suave júbilo
Que nos penetrava… Que nos penetrava como uma
[espada de fogo…
Como a espada de fogo que apunhalava as santas extáticas.
E a impressão em meu sonho era que se estávamos
Assim de negro, assim por fora inteiramente de negro,
- Dentro de nós, ao contrário, era tudo tão claro e luminoso.
Era terça-feira gorda. A multidão inumerável
Burburinhava. Entre clangores de fanfarra
Passavam préstitos apoteóticos.
Eram alegorias ingênuas, ao gosto popular, em cores cruas.
Iam em cima, empoleiradas, mulheres de má vida,
De peitos enormes - Vênus para caixeiros.
Figuravam deusas - deusa disto, deusa daquilo, já tontas e
[seminuas.
A turba ávida de promiscuidade,
Acotovelava-se com algazarra,
Aclamava-as com alarido.
E, aqui e ali, virgens atiravam-lhe flores.
Nós caminhávamos de mãos dadas, com solenidade,
O ar lúgubre, negros, negros…
Mas dentro em nós era tudo claro e luminoso.
Nem a alegria estava ali, fora de nós.
A alegria estava em nós.
Era dentro de nós que estava a alegria,
- A profunda, a silenciosa alegria…
Manuel Bandeira
[e negras eram as nossas máscaras.
Íamos, por entre a turba, com solenidade,
Bem conscientes do nosso ar lúgubre
Tão contrastado pelo sentimento de felicidade
Que nos penetrava. Um lento, suave júbilo
Que nos penetrava… Que nos penetrava como uma
[espada de fogo…
Como a espada de fogo que apunhalava as santas extáticas.
E a impressão em meu sonho era que se estávamos
Assim de negro, assim por fora inteiramente de negro,
- Dentro de nós, ao contrário, era tudo tão claro e luminoso.
Era terça-feira gorda. A multidão inumerável
Burburinhava. Entre clangores de fanfarra
Passavam préstitos apoteóticos.
Eram alegorias ingênuas, ao gosto popular, em cores cruas.
Iam em cima, empoleiradas, mulheres de má vida,
De peitos enormes - Vênus para caixeiros.
Figuravam deusas - deusa disto, deusa daquilo, já tontas e
[seminuas.
A turba ávida de promiscuidade,
Acotovelava-se com algazarra,
Aclamava-as com alarido.
E, aqui e ali, virgens atiravam-lhe flores.
Nós caminhávamos de mãos dadas, com solenidade,
O ar lúgubre, negros, negros…
Mas dentro em nós era tudo claro e luminoso.
Nem a alegria estava ali, fora de nós.
A alegria estava em nós.
Era dentro de nós que estava a alegria,
- A profunda, a silenciosa alegria…
Manuel Bandeira
Você
Tenho sua pessoinha em meus sonhos.
Tão bom é ver você nua, aconchegada em meus braços.
E no retiro de um ambiente fresco e simples
Sem ninguém além de nós dois
Quero mesmo é embriagar-me de você.
Tão bom é ver você nua, aconchegada em meus braços.
E no retiro de um ambiente fresco e simples
Sem ninguém além de nós dois
Quero mesmo é embriagar-me de você.
Monday, February 28, 2011
Tautologia
É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livreescolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a últimaversão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livreescolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a últimaversão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .
Palíndromo
Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
Sunday, February 27, 2011
Obras de Moacyr Scliar
Contos
O carnaval dos animais. Porto Alegre, Movimento, 1968.
A balada do falso Messias. São Paulo, Ática, 1976.
Histórias da terra trêmula. São Paulo, Escrita, 1976.
O anão no televisor. Porto Alegre, Globo, 1979.
Os melhores contos de Moacyr Scliar. São Paulo, Global, 1984.
Dez contos escolhidos. Brasília, Horizonte, 1984.
O olho enigmático. Rio, Guanabara, 1986.
Contos reunidos. São Paulo, Companhia das Letras, 1995.
O amante da Madonna. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1997.
Os contistas. Rio, Ediouro, 1997.
Histórias para (quase) todos os gostos. Porto Alegre, L&PM, 1998.
Pai e filho, filho e pai. Porto Alegre, L&PM, 2002.
Histórias Que Os Jornais Não Contam. Rio de Janeiro, Agir, 2009.
Romances
A guerra no Bom Fim. Rio, Expressão e Cultura, 1972. Porto Alegre, L&PM.
O exército de um homem só. Rio, Expressão e Cultura, 1973. Porto Alegre, L&PM.
Os deuses de Raquel. Rio, Expressão e Cultura, 1975. Porto Alegre, L&PM.
O ciclo das águas. Porto Alegre, Globo, 1975; Porto Alegre, L&PM, 1996.
Mês de cães danados. Porto Alegre, L&PM, 1977.
Doutor Miragem. Porto Alegre, L&PM, 1979.
Os voluntários. Porto Alegre, L&PM, 1979.
O centauro no jardim. Rio, Nova Fronteira, 1980. Porto Alegre, L&PM (Tradução francesa:"Le centaure dans le jardin" ),Presses de la Renaissance,Paris, 1985, ISBN 2-264-01545-4
Max e os felinos. Porto Alegre, L&PM, 1981.
A estranha nação de Rafael Mendes. Porto Alegre, L&PM, 1983.
Cenas da vida minúscula. Porto Alegre, L&PM, 1991.
Sonhos tropicais. São Paulo, Companhia das Letras, 1992.
A majestade do Xingu. São Paulo, Companhia das Letras, 1997.
A mulher que escreveu a Bíblia. São Paulo, Companhia das Letras, 1999.
Os leopardos de Kafka. São Paulo, Companhia das Letras, 2000.
Na Noite do Ventre, o Diamante. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 2005.
Ciumento de carteirinha Editora Ática, ISBN 8508101104, 2006.
Os Vendilhões do Templo Companhia das Letras, ISBN 9788535908299, 2006.
Manual da Paixão Solitária. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
Eu vos abraço, milhões. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Ficção infanto-juvenil
Cavalos e obeliscos. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1981; São Paulo, Ática, 2001.
A festa no castelo. Porto Alegre, L&PM, 1982.
Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1984.*
No caminho dos sonhos. São Paulo, FTD, 1988.
O tio que flutuava. São Paulo, Ática, 1988.
Os cavalos da República. São Paulo, FTD, 1989.
Pra você eu conto. São Paulo, Atual, 1991.
Uma história só pra mim. São Paulo, Atual, 1994.
Um sonho no caroço do abacate. São Paulo, Global, 1995.
O Rio Grande farroupilha. São Paulo, Ática, 1995.
Câmera na mão, o Guarani no coração. São Paulo, Ática, 1998.
A colina dos suspiros. São Paulo, Moderna, 1999.
Livro da medicina. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000.
O mistério da Casa Verde. São Paulo, Ática, 2000.
O ataque do comando P.Q. São Paulo, Ática, 2001.
O sertão vai virar mar. São Paulo, Ática, 2002.
Aquele estranho colega, o meu pai. São Paulo, Atual, 2002.
Éden-Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 2002.
O irmão que veio de longe. Idem, idem.
Nem uma coisa, nem outra. Rio, Rocco, 2003.
Aprendendo a amar - e a curar. São Paulo, Scipione, 2003.
Navio das cores. São Paulo, Berlendis & Vertecchia, 2003.
Livro de Todos - O Mistério do Texto Roubado. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2008. Obra coletiva (Moacyr Scliar e vários autores)
Crônicas
O carnaval dos animais. Porto Alegre, Movimento, 1968.
A balada do falso Messias. São Paulo, Ática, 1976.
Histórias da terra trêmula. São Paulo, Escrita, 1976.
O anão no televisor. Porto Alegre, Globo, 1979.
Os melhores contos de Moacyr Scliar. São Paulo, Global, 1984.
Dez contos escolhidos. Brasília, Horizonte, 1984.
O olho enigmático. Rio, Guanabara, 1986.
Contos reunidos. São Paulo, Companhia das Letras, 1995.
O amante da Madonna. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1997.
Os contistas. Rio, Ediouro, 1997.
Histórias para (quase) todos os gostos. Porto Alegre, L&PM, 1998.
Pai e filho, filho e pai. Porto Alegre, L&PM, 2002.
Histórias Que Os Jornais Não Contam. Rio de Janeiro, Agir, 2009.
Romances
A guerra no Bom Fim. Rio, Expressão e Cultura, 1972. Porto Alegre, L&PM.
O exército de um homem só. Rio, Expressão e Cultura, 1973. Porto Alegre, L&PM.
Os deuses de Raquel. Rio, Expressão e Cultura, 1975. Porto Alegre, L&PM.
O ciclo das águas. Porto Alegre, Globo, 1975; Porto Alegre, L&PM, 1996.
Mês de cães danados. Porto Alegre, L&PM, 1977.
Doutor Miragem. Porto Alegre, L&PM, 1979.
Os voluntários. Porto Alegre, L&PM, 1979.
O centauro no jardim. Rio, Nova Fronteira, 1980. Porto Alegre, L&PM (Tradução francesa:"Le centaure dans le jardin" ),Presses de la Renaissance,Paris, 1985, ISBN 2-264-01545-4
Max e os felinos. Porto Alegre, L&PM, 1981.
A estranha nação de Rafael Mendes. Porto Alegre, L&PM, 1983.
Cenas da vida minúscula. Porto Alegre, L&PM, 1991.
Sonhos tropicais. São Paulo, Companhia das Letras, 1992.
A majestade do Xingu. São Paulo, Companhia das Letras, 1997.
A mulher que escreveu a Bíblia. São Paulo, Companhia das Letras, 1999.
Os leopardos de Kafka. São Paulo, Companhia das Letras, 2000.
Na Noite do Ventre, o Diamante. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 2005.
Ciumento de carteirinha Editora Ática, ISBN 8508101104, 2006.
Os Vendilhões do Templo Companhia das Letras, ISBN 9788535908299, 2006.
Manual da Paixão Solitária. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
Eu vos abraço, milhões. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
Ficção infanto-juvenil
Cavalos e obeliscos. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1981; São Paulo, Ática, 2001.
A festa no castelo. Porto Alegre, L&PM, 1982.
Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1984.*
No caminho dos sonhos. São Paulo, FTD, 1988.
O tio que flutuava. São Paulo, Ática, 1988.
Os cavalos da República. São Paulo, FTD, 1989.
Pra você eu conto. São Paulo, Atual, 1991.
Uma história só pra mim. São Paulo, Atual, 1994.
Um sonho no caroço do abacate. São Paulo, Global, 1995.
O Rio Grande farroupilha. São Paulo, Ática, 1995.
Câmera na mão, o Guarani no coração. São Paulo, Ática, 1998.
A colina dos suspiros. São Paulo, Moderna, 1999.
Livro da medicina. São Paulo, Companhia das Letrinhas, 2000.
O mistério da Casa Verde. São Paulo, Ática, 2000.
O ataque do comando P.Q. São Paulo, Ática, 2001.
O sertão vai virar mar. São Paulo, Ática, 2002.
Aquele estranho colega, o meu pai. São Paulo, Atual, 2002.
Éden-Brasil. São Paulo, Companhia das Letras, 2002.
O irmão que veio de longe. Idem, idem.
Nem uma coisa, nem outra. Rio, Rocco, 2003.
Aprendendo a amar - e a curar. São Paulo, Scipione, 2003.
Navio das cores. São Paulo, Berlendis & Vertecchia, 2003.
Livro de Todos - O Mistério do Texto Roubado. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2008. Obra coletiva (Moacyr Scliar e vários autores)
Crônicas
Moacyr Scliar,um talento que nos deixa
O escritor Moacyr Scliar que havia sofrido um acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) e estava internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre desde 17 de janeiro, faleceu à 1h deste domingo, 27 de fevereiro.
Moacyr Jaime Scliar (Porto Alegre, 23 de março de 1937 - Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2011) foi um escritor brasileiro. Formado em medicina, trabalhou como médico especialista em saúde pública e professor universitário. Na madrugada do dia 16 de janeiro de 2011 sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Passou por um procedimento cirurgico no dia 17 de janeiro de 2011, vindo a falecer no dia 27 de fevereiro de 2011 no hospital de Clinicas de Porto Alegre.
Moacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre (RS), no Bom Fim, bairro que até hoje reúne a comunidade judaica, a 23 de março de 1937, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou. Cursou, a partir de 1943, a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Rosário, uma escola católica. Em 1963, após se formar pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciou sua vida como médico, fazendo residência médica. Especializou-se no campo da saúde pública como médico sanitarista. Iniciou os trabalhos nessa área em 1969. Em 1970, frequentou curso de pós-graduação em medicina em Israel. Posteriormente, tornou-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública. Já foi professor na faculdade de medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Moacyr Jaime Scliar (Porto Alegre, 23 de março de 1937 - Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2011) foi um escritor brasileiro. Formado em medicina, trabalhou como médico especialista em saúde pública e professor universitário. Na madrugada do dia 16 de janeiro de 2011 sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral). Passou por um procedimento cirurgico no dia 17 de janeiro de 2011, vindo a falecer no dia 27 de fevereiro de 2011 no hospital de Clinicas de Porto Alegre.
Moacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre (RS), no Bom Fim, bairro que até hoje reúne a comunidade judaica, a 23 de março de 1937, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou. Cursou, a partir de 1943, a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Rosário, uma escola católica. Em 1963, após se formar pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, iniciou sua vida como médico, fazendo residência médica. Especializou-se no campo da saúde pública como médico sanitarista. Iniciou os trabalhos nessa área em 1969. Em 1970, frequentou curso de pós-graduação em medicina em Israel. Posteriormente, tornou-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública. Já foi professor na faculdade de medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).
Thursday, February 03, 2011
Morto
Você sabe o que é um homem triste?
Você sabe o que um homem morto?
Não?
Basta olhar para qualquer um que perdeu toda a esperança.
Esse é um homem morto.
Você sabe o que um homem morto?
Não?
Basta olhar para qualquer um que perdeu toda a esperança.
Esse é um homem morto.
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